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Conquista de uma ancestralidade?

Um ciclo as vezes só se fecha quando passamos por alguns rituais, seja da ordem das emoções, seja do “concreto” em frente a um certificado. Ontem foi um desses momentos emblemáticos na minha vida. Quem me conhece sabe como me dedico a tudo que me proponho, com esmero me entrego de corpo e alma, e convido alguns a se juntar a mim.


Na dissertação dediquei a trajetória aos meus pais, na tese dediquei aos meus avós, que estão comigo em memória e emoção. São tempos difíceis, incertos e cheios de sentimentos difusos. Ontem me arrumei e firme achava que seria um, desses dias, cotidiano qualquer. Cheguei a universidade para retirar meu diploma e eis que quando avistei Talita, moça que me atendia, com os documentos em mãos cai no choro! Não era um choro sofrido, ele era de gratidão, orgulhoso, misturado com nostalgia e felicidade. Olhei para os lados e não avistei ninguém que pudesse compartilhar aquele momento presencialmente comigo. Mas estava lá Talita muito amável! Aguardou minhas mãos tremulas estarem aptas a assinar meu diploma, me parabenizou com muito afeto com palavras e pelo olhar. Percebi o sorriso por trás da máscara e a vontade de me abraçar, mas não podia. Eu disse a ela “jamais esquecerei de você, esse momento é especial e você já faz parte de minha história”. Sacou algumas fotos para registrar.


Sentei num dos meus bancos favoritos, na minha universidade favorita e chorei! Ali quietinha olhando para o diploma que, me conferia grau de doutora, foi inevitável não lembrar de meus avós, pais, família e amigos. Lembrei de momentos de dores, de amores, de dissabores, rememorei minha trajetória pessoal e profissional. Ali deixei toda minha felicidade desbordar entre sorrisos e lágrimas que banhavam meu rosto. Sozinha sentada, no centro cívico, em frente a uma bandeira do Brasil, reconheci meu lugar de privilégios e responsabilidade, me fizeram agradecer aos suportes financeiros e minha trajetória no Brasil e em Portugal.


Que vida linda! Que lindo sentir tudo isso, estou viva... agradeci a Deus e fiz uma oração para honrar a todos que não poderão viver o que estou vivendo e reverenciei minha ancestralidade acadêmica também, meus orientadores, mestres de uma vida de mais de 20 anos de dedicação ao Turismo! Agradeci por todas as batalhas que me trouxeram até aqui.


O coração está vibrante, porque sou filha, neta, sobrinha de pessoas guerreiras, integras e determinadas. Orgulho de ser quem sou! Que não tem nada a ver com o título, mas sou quem sou por minha ancestralidade, familiar e acadêmica. Dedico ao seu Sizino, dona Eleuza (avós maternos), Seu Óseas e dona Grinauria (avós paternos), que na humildade de uma vida de lutas criaram meus pais que, por conseguinte, criaram a mim!


Sigo honrando e lutando! Sou Marcela Ferreira Marinho, mulher, brasileira, alagoana, já gaúcha e um pouco/muito portuguesa, sou cientista do Turismo e da Hospitalidade apaixonada, sou doutora.


Fonte da imagem: Marcela Ferreira Marinho

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