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INSPIRAÇÃO DO DIA [DO LIVRO]

Muito tempo se passou desde o último dia em que escrevemos aqui. Penso que romper o silêncio em uma data especial para todos que fazem parte do blog Confidencialidades Poéticas, incluindo você que nos lê, é bastante significativo. Vejamos algumas lembranças e a apresentação de alguém especial e que fará parte de nossos escritos e inscrições no mundo das ideias e amorosidades pela escrita e pela leitura.


Lembro que na infância aprendendo as primeiras letras, sílabas, palavras minha brincadeira favorita era juntar as bonecas, calçar os sapatos de minha mãe e fazer de conta que eu era professora. Já na adolescência dizia que não seria docente de forma alguma, entretanto, quando adulta foi impossível fugir do que era inevitável! Sou turismóloga professora.


Como cientista do Turismo descobri os encantos e as maravilhas da leitura. Primeiro os livros técnicos da minha área, depois de outras áreas e, inevitavelmente, após tantas formações ao lado de uma orientadora da área de Letras foi impossível não descobrir o mundo dos mais diversos gêneros textuais. Passo a passo ao ministrar minhas aulas, fosse na área que fosse, elas eram inundadas de preocupações sobre as questões referentes a leitura e a produção textual e, assim, por diversas vezes escutei de meus alunos que não seria eu responsável por aulas de português. Tudo bem! Não me arrependo, porque tenho certeza que contribui para que meus alunos lessem com mais qualidade, refletissem e escrevessem com mais propriedade.


Hoje é o dia do livro e compartilho desse pedacinho da minha história com você leitor, porque além de comemorar esse dia especial quero apresentar alguém que se tornou especial e cúmplice de alguns projetos e ideias! Temos o mesmo signo, somos da mesma região, amamos ler e escrever, temos a mesma profissão, somos inquietas, espiritualistas, sorrimos e nos deliciamos com bons livros. Daniela é uma pernambucana apaixonada pelo que faz e dedica-se de corpo e alma a sua profissão e seus alunos, respira o ensino e o aprendizado, mas para além disso me encanta a forma como fala e se expressa sobre suas leituras e aventuras com os livros. E é sobre essa paixão que a convidei para escrever no nosso blog e compartilhar dessas experiências e peripécias maravilhosas conosco!


Eu sou a Daniela Siqueira. Muitas mulheres em uma só: filha, irmã, tia, professora, amiga, aventureira, corredora, sonhadora... Moro em um lugarzinho chamado Gravatá – aproximadamente 85km de Recife. Cidade pequena, comparada a outras. Cidade grande, comparada a outras. Atualmente tenho 31 anos de idade e adoro ler livros (prefiro contato “pele com pele”. Sei que você me entende).


Timidamente chego aqui com as palavras que em minha mente exigiram atenção, seguidas por uma rebelião para serem ouvidas, vistas e sentidas.


Desde quando era pequena – pequena como um grãozinho de areia – comecei a ouvir sons. Eu dividia o espaço com outro grãozinho de areia, minha irmã gêmea, e sei que ela ouvia também aquela voz que vez ou outra teimava em aparecer.


Quando vim a este mundo e abri os olhos, descobri a culpada por tamanho falatório. Era, o que posteriormente descobri ser, minha mãe. Ela nos contava histórias e mais histórias de infinitos livros.


Eu cresci, e ao longo dos anos tive muitos conceitos sobre os livros. Eis minha versão mais atual.


Livro. Palavra pequena, composta por duas sílabas (a proporção da quantidade de sílabas não faz jus a sua grandiosidade), paroxítona (sílaba mais forte li = conjugação do verbo ler na 1ª pessoa do pretérito perfeito do indicativo), encontro consonantal inseparável presente na sílaba –vro (vr) – inseparável como o laço invisível que abraça aquele que o toma para si –, substantivo concreto, simples, comum, primitivo (tão primitivo quanto a história da humanidade).


Há séculos e mais séculos os livros estiveram/estão presentes no caminhar e evolução da raça humana. Eles, muito mais do que nós, passaram por momentos difíceis e felizes. Sobreviveram a guerras, desastres e desprezo. Vivenciaram amores e desamores. Viram a ascensão e a queda de pessoas, lugares e povos. Lutaram contra a ignorância e a falta de respeito. Estiveram presentes em encontros, passeios e casamentos. Alegraram-se pelo carinho, pelo toque, pelo amor, e choraram pela falta dele.


Não sei como você o vê, como você encara este pequeno-grande “ser”. Mas, antes de qualquer coisa, gostaria de apresentá-lo e defendê-lo.


Tem para todos os gostos. Bonitos, novos, antigos, coloridos, exagerados, tímidos, formais, descolados, românticos, revolucionários, digitais... Você pode se apaixonar por algum destes aqui colocados e depois de algum tempo mudar de paixão, e não há nenhum problema com isso. Eles podem te provocar reflexões, te dar ideias, te acalmar, agitar, te fazer dormir ou perder o sono. Há aqueles que até te inspiram ou te faz desistir de algo/alguém/lugar/estilo.


Independentemente de seu formato, cor, espessura, tamanho, idioma e/ou estilo, quando lidos, fazem algo extraordinário em você.


Eles melhoram o funcionamento do seu cérebro, injetando ânimo e mais vida aos neurônios, criando uma dança rápida e ritmada nas conexões neurais. Te faz expandir a criatividade, fazendo com que muitas vezes surja aquele “plim” de descobertas e/ou ideias. Te ajuda naquela hora de escrever recados, cartas, depoimentos, notícias...


Provoca sentimentos e sensações acerca do outro (nos conectamos com a realidade do outro, mesmo que seja um personagem fictício) aumentando nossa capacidade de empatia ao entender o que é ser aquela outra pessoa. Eles te incentivam e gritam em seu ouvido “ei, acordaaaa. Vamos fazer algo!”


Eles te massageiam após um longo dia ou momento de estresse. É um anestésico natural para dormir (ops, se a leitura for feita por livros digitais, fique atento, pois a luz azul emitida pelos aparelhos eletrônicos pode surtir o efeito contrário). Ah, como eu poderia esquecer, ele te deixa até mais bonito, atraente. Como isso pode acontecer? Simples, ler livros te deixa mais esperto e confiante, “armas” essenciais em uma conversa e sedução.


Viu só quantas coisas? Pois ainda há mais do que isso. Que tal descobrir?


Ei, psiu, olha para ele (livro) com carinho, vai se chegando aos poucos, de mansinho e aí quando menos perceber você já está agarrado com um deles.


Fonte da Imagem: Daniela Siqueira

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