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02.01.2019

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Desbordar aos 35

Hoje acordei com sentimento de estranheza e constatação, algo mudou. Sim, meu ano foi embora! O melhor e o pior. “Feliz ano novo Marcela”, “Feliz aniversário”. Esse dia especial é momento de parada e reflexão. Nos últimos tempos aprendi uma palavra nova com minha orientadora, Desbordar (soa intelectual rs.). É com ela que quero começar meus 35...

 

(D=E=S) B=O=R=D=A=R

 

Lembro de escutar a palavra e pensar em “sair”. Sair de onde? Lembrei de uma piscina, depois do mar e depois de um rio. Minha mente é rápida e já estava a imaginar nadando contra a maré (sempre me sinto assim). Começo a refletir sobre o que é ser FELIZ e não bem nessa ordem, as palavras rolaram junto as lágrimas... paz espírito, leveza, amor, trabalho, família, lar; talvez viajar, ler, beijar na boca, sentir a brisa tocar a face, apaixonar-se, abraçar, viver momentos seus, conquistas, gratidão, na verdade não faço ideia... Veio algo maior, questionamentos sobre Plenitude!

 

Ah! Plenitude - Sinônimo de inteiro, completo, integral! De certo já me senti assim algumas vezes e é indescritível, umas das melhores sensações que alguém pode experimentar. Por mais que as impressões e sentimentos venham a mente, uma união aparente de tudo (aparente mesmo) e representação de “totalidade” no âmbito do SENTIR, parece que nunca nos alcança.

 

No último ano vivi tantas coisas, tantos sentimentos, tantos aprendizados. Sigo redefinindo minha bússola e ao olhar novamente para o espelho encontro o “desbordar”. Extrapolar, ultrapassar a borda, transbordar, ir além dos limites, fazer ultrapassar. Encontro momentos de dor (e dói muito!), outros que com mais tranquilidade compreendendo que estou no limiar de algo muito maior que não sei ao certo significar. Outros vejo carreira, vida amorosa, vejo família, sinto plenamente DESBORDAR. Não é possível enxergar, não é possível tocar, se quer é possível considerar entender integralmente ou acomodar. Certo é que estou a viver, a chorar, a sorrir, a lutar, a buscar, a encaixar, a desencaixar, a amar, a tocar, a observar, a conquistar, a desejar, a aprender que, talvez, só pelo ato de ultrapassar meus limites me faça plena, talvez, só pelo reconhecimento dos meus próprios limites e para além deles, minhas intensidades, meus passos para trás, minhas forças e fraquezas, meus aprendizados, talvez, DESBORDAR consiga viver.

 

Desbordar para mim significa reconhecer as marcas que carrego no corpo e na alma, a unicidade que elas conferem a mim, ao meu modo de ser e agir, a compreensão que cada um é único ao seu modo! Que ser feliz reside na ordem do extrapolar, e isso significa aprender a ser piscina, mar, rio é ser maré e contramaré! Não é ser comum ou desejar ser, seja lá o que isso represente... é reconhecer a si mesmo! É CONHECER A SI. Não faço parte da caixinha de ninguém, já tenho minha própria concha e poucos são os privilegiados que a conheceu, poucos são aqueles que desbordam comigo de momentos meus/nossos.

 

Meus 35 desbordam contramaré, disjunções, feiuras, ranhuras, descompassos, contradições, controvérsias, complexidades, intensidades. Meus 35 desbordam belezas, sorrisos, compassos, ações, amor, dedicação, estudo, inteligência, maré, leveza, leveza, leveza.

 

Feliz aniversário Marcela! Desejo tudo aquilo que te possibilite transBORDAR mais 35, mais maré e contramaré...  

 

 

Fonte da Imagem: Marcela Ferreira Marinho

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