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02.01.2019

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Choro contido

Acordei aquele dia com a sensação de que algo iria acontecer. As horas foram passando e nada me fazia sentir conforto entre sensações de angústia e de dores no estômago. Lembro claramente quando me disse a verdade, como despenquei junto aos sonhos, os planejamentos, a vida que desejamos para nós. Cada minuto de apneia naquele momento, fazia morrer em mim a esperança de sermos “nós”. Durou dois infindáveis dias de espera pelo seu olhar. Medroso, calado, sofrido, estava ali na minha frente e foi assim que descobri, entre os escombros de nós, o quanto te amava. A resiliência aflorou no exato momento em que descobri um deserto em mim e que habitava naquelas últimas 48h, ele era minha morada.


Falei tudo que sentia. Vesti o melhor de mim. Não foi suficiente. Tinha ali tudo para te entregar, mas não somos um! Somos dois. O livre arbítrio se fez. Tentei de todas as formas ser forte, ter fé, ser resiliente e segurar com mãos de ferro nós dois, nossa vida, mas ela já não era mais nossa e o gostar não era suficiente. Cada um fez seu caminho, cada um escreveu sua história. Tanto para contar, tanto para viver e compartilhar, calou-se para sempre.


Segura minha mão! Gritava forte. Sonha comigo, escreve para mim e se inscreve num mundo nosso... utopias de nós! Só minha. Não chorei, fui forte, não cai, levantei. Hoje, só hoje, choro baixinho pelos sonhos não vividos, filhos que não virão, olhares amanhecidos perdidos pelo tempo, corpos despidos deixados para trás, solidão, solidão, solidão...


Acalento na alma errante é receber um sorriso e um gesto de carinho. Amor não é só coisa que se faz, é coisa que se sente, partes de nós dois que forma um elo... penso que assim aprendemos! O melhor de mim despertou contigo, o melhor de ti despertou comigo... Amor para sempre e sempre, mesmo que para isso venhamos muitas outras vezes, muitas outras vidas... um dia conseguiremos! Rezo todas as noites aos deuses, anjos, espíritos guia que nos conceda a grandiosidade de um dia estarmos juntos e em paz caminharmos juntos.


Choro as lágrimas que não permiti outrora, choro sorrindo embriagada em se saber feliz por ter vivido um grande amor, choro pela partida, choro o abandono, choro mesmo por segurar minhas mãos (da forma que dá e como dá), choro quietinha e sozinha no final da fila, sem suas mãos para me acalentar.


Sei que no fundo nunca deixei de ser sua menina e você meu menino, sei que nunca deixaste de me amar e talvez seja incapaz de deixar esse amor ir, mas meu coração caminha e já não posso ficar, já não pedes que fique.


Te amo.

 

Numa madrugada qualquer...
Dedicado a um grande amor.

 

 Fonte da Imagem: Marcela Ferreira Marinho

 

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