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02.01.2019

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O Principezinho e a Sua Rosa

 

Como em uma linda tarde de verão...

 

Caminhando pelas areias branquinhas, de uma praia qualquer no Brasil, avistei um rapazinho de cabelinhos pretos e olhos curiosos. Ele estava admirado observando aquelas águas cristalinas, que batiam em seus pés. Olhei para os lados a procura de alguém que poderia estar com ele, mas nada vi. Me aproximei e percebi que ria a cada onda que o tocava, aquilo me encantou! Quando descobriu que estava a admirá-lo, sorriu-me com intensidade, jamais vou esquecer! Veio ao meu encontro e assim me perguntou:

 

- Foi ele que mandou você vir cuidar de mim?

 

Perguntei:

 

- Ele quem? Quem é você? Onde estão seus pais?

 

Sorrio, voltou a olhar o mar e me explicou que as ondas vinham, iam e sempre faziam cocegas nos seus pés. Me convidou a sentar e experimentar daquelas sensações da água do mar. Riamos e brincamos com a areia, a água, o sol. Aquele menininho lindo ganhava minha atenção e minha curiosidade.

 

O convidei para tomar uma água de coco e logo me disse, chateado, que não podia sair dali, porque seu papai havia explicado que uma linda rosa apareceria para cuidá-lo e buscá-lo, depois de sua missão. Quis mais uma vez perguntar, mas continuamos quietinhos admirando a bela paisagem. Algum tempo depois insisti para saber quem era seu papai e porque estava ali sozinho, entretanto, como devem imaginar novamente me questionou, olhando para o horizonte...

 

- Meu papai pediu para vires cuidar de mim?

 

Expliquei que não, que não conhecia seu pai, mas poderia ajudá-lo. Também aclarei que para que aquilo acontecesse, era preciso me contar quem era ele. Naquele momento, levantou e segurando minha mão, me conduziu a caminhar ao seu lado explicando:

 

- Eu sou um grande navegador português. Desbravei os oceanos magníficos. Meu paizinho está lá do outro lado esperando por mim. Sou um principezinho cheio de curiosidades e ávido por aventuras, gosto de aprender as coisas do mundo. Mas há uma recordação que me faz sentir saudades de casa. Baixou a cabeça como que tentando esconder a lágrima que corria pela face. E disse:

 

- Todas as noites antes de dormir, meu paizinho lia para mim a história mais linda que já escutei, sobre uma linda rosa e me explicou que preciso buscar, encontrar e cuidar dela aqui desse lado do oceano, por isso cá estou.

 

Ele não queria estar desse lado do Atlântico, aquilo me entristeceu, mas depois de escutar aquela história sabia que sua missão teria de ser cuidar da tal rosa, mas quem seria ela?

O principezinho, desbravador dos mares, sorrio para mim, mais uma vez, segurou minha mão e com doçura me disse com doçura:

 

- Veio ter comigo, ao pé do mar, nunca ninguém alcançou-me aqui! Meu papai disse-me que encontraria uma rosa e você chegou para mim. Sei que atravessaste o mar, conheceste minha terra, comeste da minha comida, roubaste o coração de meu papai e cá voltaste para me encontrar. Minha rosa! Tu chegaste e agora tenho que cuidar-te, papai pediu. Mas antes quero abraçar em sonhos meu papai e contar para ele as aventuras que vivi ao desbravar os oceanos.

 

E continuou a me explicar

 

- Ele me lançou ao mar e chora minha falta, mas agora serei eu a tocar sua face, que encostarei minha testa na dele quando adormecer, e que contarei todos os segredos do céu e do mar... Como se nunca o tivesse deixado.

 

Me emocionei com cada palavra e senti o significado da palavra amor. Me prometeu voltar e cuidar de mim. Soltou minha mão e caminhou para o mar. Nadou e alcançou Portugal e a cidade do Porto. Desde então, vela o sono de seu papai todas as noites e hoje cuida de mim, sua flor.

 

Inspirada no livro “principezinho” (tradução portuguesa) ou “pequeno príncipe” (tradução brasileira), conversando ao meu modo com o principezinho, percebo os entrelaçamentos de nossas histórias e o quanto abrimos caminhos para revisitar a leveza e a intensidade do amar. Em casa página e em cada trecho senti o principezinho e seu narrador perto de mim. Também, senti que sou sua flor. Aqui ou aí (Portugal), ou em qualquer lugar, ou ainda, da forma que for, estaremos juntos. Hoje, Flor, não mais estou sozinha! O principezinho e seu papai zelam por mim. Sigo florescendo, aguardando, caminhando e construindo...  

 

 Fonte da Imagem: Marcela Ferreira Marinho

 

 

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