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02.01.2019

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Carente de você

Me peguei refletindo sobre a palavra “Carência” e descobri que ela vem do Latim “Carentia”, “falta, privação”, de “Carere”, “ter falta de algo”. Bem, talvez sim, talvez não, mas questiono:  pelo que se sente carente/privado em tempos de relações fluidas? Vivemos essas relações ou sobrevivemos a elas? Há em nós espaço para uma outra forma de relação? Não tenho soluções prontas, entretanto, sigo buscando em mim respostas na tentativa de compreender o que me cerca.

 

Carente de você

 

A distância física se fez, nossos olhos já não se encontram e nossas mãos já não se sentem. Imaginar que não mais vou te ver fez o corpo desfalecer, como a cair lentamente nos tempos que se foram, nas lacunas entre nós.

 

A melancolia se tornou companheira fiel e, como tal, não saiu de mim, até o momento em que me dou conta de que é possível um lugar no mundo, um momento nosso, um tempo de trocas afetivas, de um olhar, quase de um toque. No fim das contas é um “basta querer”!

Por certo, o corpo que já viveu tantas intensidades e que é desejante de mais, é o mesmo que sorri embriagado com seu carinho, da forma que for, da forma que és.

 

Te adoro na simplicidade dos afetos, na cumplicidade da saudade, na esperança de um dia poder te abraçar novamente, na intensidade dos nossos olhares, na leveza dos nossos momentos juntos. Que as distâncias sejam transformadas em lindas tardes juntos, de mãos dadas nos jardins pelo mundo a fora, seja onde quer que seja.

 

Por mais encontros, por mais afetividades, por mais de nós.

 

Sim estou carente! Sim há falta de algo! Que está longe. Só se sente falta do que se gosta. A carência nem sempre é ruim, nem sempre é pejorativo na relação, na verdade para mim é permitir o sentir! Dar eco ao vazio que as vezes se faz. Ah amigos leitores, falo de qualquer relação! Hoje sinto falta do Porto.... Ah... o Porto...

 

Que dádiva sentir o gostar em tempos de relações tão fluidas, em tempos de passagem. Se carência é constatar que o outro habita seu íntimo, então digo com veemência! Felicidade é também sentir carência, afinal estamos vivos e algo pulsa em nós.

 

Que seja da forma que for! Em mim nada é passagem, tudo é morada, quero ficar...

 

 Fonte da Imagem: Marcela Ferreira Marinho

 

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