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Gostar não é suficiente


O coração é sempre o último a entender o “já foi”, o “já passou” e que “precisa aceitar” o termino. E, é nesse movimento que ao reler nossas conversas, rever nossas fotos e revirar a memória, para entender o que houve, qualquer coisa que faço, escuto ou sinto se torna clichê. Tudo faz minha consciência e memória dar voltas e voltas, na tentativa de explicar as coisas e acalmar as emoções. O coração teimoso tenta ficar, mas cada um foi para um lado e você parece estar bem, mesmo que eu saiba que sente e vive diferente as emoções. Simplesmente para mim não foi, não passou, ainda estou aqui em “nós”.


Compreender o processo de termino e entender que não quer ficar, para mim, passa pela compreensão de uma afirmação sua... “Gostar não é suficiente”.


A dor em escutar essa frase fez meu lado racional questionar “o que é o gostar? ”. Em tempos de relacionamentos fluidos, como a água, e sem raízes o gostar parece realmente não ser suficiente. Desfez-se o tempo em que gostar ou apaixonar-se era o que movia a alma, afinal aprendi em Portugal que as construções de nós deveriam ser mais prudentes e com calma, preparar a casa para o amor acontecer. Essas questões desacomodaram tanto as coisas em mim que cheguei numa conclusão parcial.


Eu ocultei o meu gostar, calei as palavras, iluminei a ação, recaí meu gostar no “que se faz”. No limitado criei condições para o ilimitado. Eu olhei para dentro de você e vi alma e tudo pelo qual me apaixonei. Eu aprendi os sabores que gosta e os dissabores. Eu sei de que toque gosta, de que beijo te arrepia. Eu aprendi quando avançar, quando parar, quando apenas um olhar explica tudo. Eu aprendi que não posso aprender tudo sobre você de uma só vez, que há uma jornada fenomenal por cumprir e que precisaria de uma vida inteira para viver. Eu aprendi que sua sensibilidade e sua força caminham juntas. Aprendi o que importa. Aprendi as nuances do seu olhar e do seu corpo. Aprendi a ter paciência e que preciso ouvir mais. Aprendi os passos e descompassos. Só não aprendi a deixar de gostar, de deixar você ir.


A dor em escutar essa frase faz meu lado “sentir” aflorar o que é o gostar para mim. Gostar está na ordem dos sentimentos e do que deveria nos mover. Gostar é aquilo que te acalenta a alma e cala a vontade de estar sozinho. Gostar é querer viver mais daquilo que te fazer sentir feliz. Significa entregar-se.


Desculpa! Agora já não posso dar passos para trás e ocultar minha emoção, meu sentimento. O gostar, do contrário, é mais do que suficiente para mim! Ele não regride sozinho, ele progride quando olho a nossa história e nossos momentos, eles estão em mim! Tenho certeza que estou apaixonada por você e sinto sua falta todos os dias, do bom dia ao boa noite... Já não tenho certeza do que você sente, ou do que significo... meu coração não aceita que não queira ficar, que o gostar não seja suficiente, mas reconhece cada sentimento e dá voz ao “que se sente”, não posso falar por você, só por mim... minha alma chora sozinha pela madrugada, perturbada com saudades, do que não volta mais... E quando ninguém vê, minhas lágrimas rolam e sigo a busca por salvar a mim mesma e o “você” que está em mim.


Se a razão foi maior que a emoção, se o tempo juntos não foi suficiente para apaixonar-se, se os obstáculos venceram, então não há lugar para o amor. Tirarei você no meu corpo, da minha pele, da minha alma... mesmo sabendo que o corpo que se afasta, deseja estar junto.


Fonte da Imagem: Marcela Ferreira Marinho

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