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A crise dos trinta existe?

De onde viemos? E para onde vamos? São questões essenciais desde sempre! Alguns momentos de nossas vidas são cruciais para começarmos a obter respostas ou como gosto de pensar, obter mais questionamentos!


A crise dos trinta existe?


Tenho lido muitas matérias sobre a crise depois dos 30 anos entre as mulheres e, sendo uma delas, estou a refletir sobre alguns apontamentos. A maior parte deles indicam que a crise está ligada a maternidade (Para alguns homens!), não que ela não exista ou que eu seja feminista (prefiro o termo “feminina” e a carga semântica que ela traz), ou ainda que esteja a negar sua existência, mas há muito mais coisas envolvidas nessa crise. Penso que ela exista sim!


Carreira, família, maternidade, beleza, mudanças, relacionamentos, responsabilidade, decisões, casamento, solidão, idade, filhos, conquistas, independência financeira, comparações, noitadas, desejos, sexualidade, priorizações, estresse, sentir-se diferente... Ufa! Aqui algumas questões nossas que tenho escutado de 15 entre 10 mulheres! Rs.

Não estou nesta ocasião para discorrer sobre a natureza da mulher ou afirmar que todas nós vivemos todas essas questões e com a mesma intensidade. Apenas gostaria de confidenciar e, intimamente, pensar com vocês sobre algumas dessas questões.

Cada mulher vive sua própria história podendo carregar em sua “mala” estereótipos e expectativas. Marcas familiares e sociais nos impelem a assumir saberes e fazerem de várias ordens! Somos “convidadas” a assumir papéis e nossas escolhas perpassam todas essas questões.


Uma das grandes dualidades para nós está no binômio “maternidade e carreira”. Como alguém que foi criada para primeiro conquistar a independência financeira, a maternidade ficou para segundo plano. Com as prioridades estabelecidas o desejo em ser mãe só surge quando a independência e a carreira começam a se consolidar. Como que um sentimento de “agora as coisas estão a se ajustar e se encaixar” outros questionamentos e sensações começam a emergir, será que toda mulher nasceu para ser mãe? Será que quero ser mãe? Toda mulher nasceu com instinto maternal? E minha carreira? E sobre as responsabilidades? Desejo formar minha família?


Sentir-se diferente é hoje uma constante e pensar onde me encaixo é ainda mais forte. O que me faz diferente? Por que me sinto assim? Onde me encaixo? Onde quero me encaixar?


Bem, sou balzaquiana! Expressão que surge com o francês Honoré de Balzac, em obra intitulada “a publicação do livro A Mulher de Trinta Anos”, para falar sobre o amor pleno entre mulheres mais maduras, em contraposição ao amor romântico das mulheres entre os 20 e poucos anos, narrado em livros da época. Meus 34 anos me fazem olhar para trás e sentir o peso de algumas escolhas, o orgulho de outras e a certeza que cada momento vivido me possibilitou crescimento. A carreira não é mais um grande amor, nem estou mais a espera de um grande amor como nos meus vinte poucos anos.


O primeiro grande aprendizado em meus tempos de crise gira em torno de minha própria realidade, de meus desejos latentes, do olhar para dentro e do refletir sobre o que me tornei e o que ainda posso ser. Para além do querer muito que minha carreira ( que continue crescendo), visto que ela já não é o grande impulsionador do que me move, me deparei com a descoberta de um gostar tranquilo e da paz que ele me ocasiona (mesmo em meio a presença/ausência, as incertezas e as nuances não tradicionais), me conduz a acreditar que é chegada a hora, de com leveza e com carinho, de tempo de conduzir a vida e os caminhos por estradas mais amorosas, mais acolhedoras.


O segundo grande aprendizado é perceber que não quero mais caminhar sozinha, quero olhar para o lado e descobrir que “aquele gostar tranquilo” está a segurar minhas mãos, caminhando junto, ao meu lado. Desbravar novas formas de ser “Marcela”! Desbravar corações que batem dentro e fora de mim. Simples assim...


Quando você começa a viver uma crise, a obter respostas para algumas dessas questões é uma sensação fenomenal. Obrigada ao cosmo pelas vidas e pelas respostas, pelas "iluminações" racionais ou não, para alguém que é intensa com sentimentos e com a razão!


VIVA os 30...


Fonte da Imagem: Marcela Ferreira Marinho

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