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Mais amor, por favor!

15.09.2017


Ao abrir meu caderno de anotações hoje, “dei de cara” com a letra de uma amiga e ex-colega de trabalho que me cobriu durante minhas últimas férias de trabalho. Lembrei com carinho daquela voz doce, com sotaque mineiro aguçado. E de repente minha mente entrou em ebulição, refletindo acerca das diferenças entre as pessoas.


Esses últimos dias este assunto tem tido destaque em meus momentos de discussão interna e externa. Sim, é isso mesmo, eu discuto comigo mesma, rs.


As diferenças começam desde a cor dos cabelos, da pele, e vai até a construção ideológica de cada um. Brasileiro é um povo multicultural, até diferença étnica existe entre nós. Ao mesmo tempo em que isso é lindo, às vezes é assustador.


Venho de uma região que ao mesmo tempo em que é riquíssima, é pobre também. Nasci no meio da Amazônia, numa cidade que retrata bem essa mistura de povos de que estou falando: Altamira é uma cidade ao sudoeste do Estado do Pará, e foi por alguns anos o destino de muitas famílias vindas de diversos outros estados, a esperança de uma região que poderia trazer riqueza e tranquilidade. Muitos vinham para o Pará em busca de uma vida mais digna, e ao chegar se deparavam com desigualdade social, violência e muito sofrimento. Talvez esses desafios tenham contribuído para que o povo paraense seja tão forte e ainda assim, no meio do caos, consiga acolher, abraçar e sorrir.


Meu avô, um baiano cheio de energia e vontade de vencer, pegou sua esposa e seus 5 filhos, colocou em cima de uma caminhonete e foi tentar a vida na Serra Pelada, região de exploração de ouro, ao Sul do Pará. Ganhou dinheiro, mas perdeu também. Com a morte da esposa, minha avó, precisou buscar um lugar menos remoto e mais seguro para criar os filhos. Assim chegou em Altamira-Pará. Cresci naquela cidade e desde muito pequena lembro de ter muitos amigos e vizinhos de outros estados. Do Maranhão, da Paraíba, de Goiás, Minas, Piauí, etc. A diferença é tão latente que o altamirense possui sotaque singular, comparado ao restante do estado. A explicação é essa, a junção de povos de diversas regiões. Lembro que quando fui morar na capital, os colegas da escola me zoavam pelo meu sotaque. Eu não ligava. Pensando hoje acerca disto, vejo que desde muito tempo atrás, já não ligava tanto para o que as pessoas pensavam a meu respeito. Ainda bem, pois isso me ajudaria anos depois.


Como já disse anteriormente, o Brasil possui vasta cultura. Não podia ser diferente: maior país da América do Sul, quase 9 bilhões de metros quadrados de área territorial, mais de 200 milhões de habitantes, também possui clima para todos os gostos, quente ao extremo, frio ao extremo. Tem também mata Virgem. Tem litoral de mais de 7 mil quilômetros de extensão, praias lindíssimas. Possui diversas tribos indígenas. Enfim, o Brasil é um mundo. E aqui deveria ser por obrigação, um lugar para você ser o que quisesse ser.


E agora, voltando ao tema lá do início do texto, toda essa reflexão gerou em mim um desejo enorme de refletir, discutir, combater a falta de acolhimento e de respeito pelas diferenças entre as pessoas, porque o que é cultura se não saberes e fazeres de cada um, que em comunhão formam as identidades de nosso país. Cada pessoa leva em sua bagagem, sua história, sua genética, sua construção. Cada um é único!


Nos dias de hoje, empatia é algo pouco colocado em prática ou ao menos, parece para mim, posso estar enganada, que as pessoas ultimamente têm exposto seus pensamentos e opiniões sem levar em consideração o outro enquanto o outro, e não sob seu próprio ponto de vista.

 

 Fonte da Imagem: Luana Athaide

 

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