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02.01.2019

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Tomando as Rédeas da Situação

Gosto das pequenas coisas do dia a dia, como o barulho das garças, dos carros;  gosto do sol e da chuva; gosto da rotina, dos afazeres, assim como adoro rituais de café-da-manhã, sair à rua para ir ao trabalho ou a faculdade. Na mesma proporção, gosto do imprevisto, do inusitado; gosto de sentir o vento no rosto, olhar as pessoas, seus movimentos, seus sorrisos ou seu mal humor. Quando tudo isso se rompe, o vazio é inevitável e imenso. Na busca por subterfúgios construímos/buscamos outras coisas, quase que imediatamente, para repor aquilo que nos foi tirado.

 

Depois de duas semanas em casa, por causa de uma lesão, acreditando que seria apenas uma entorse e retornar ao hospital para escutar, de seu médico, que serão mais três ou quatro semanas de “molho” (Dessa vez com gesso!), me deixou triste e atormentada!

 

O primeiro quarto de hora estava em pânico! Pensamentos negativos e angústia foram iminentes. Mas como em um piscar de olhos, entre brincadeiras e cuidados dos enfermeiros, as explicações sobre o tratamento e as boas conversas com eles me fizeram rever meu ponto de vista, buscar positividade onde não havia (aparentemente!). Há o lado bom de toda história, é fato. Marco, inclusive, “metida” que sou, que aquele dia havia uma greve de enfermeiros (setor público) e mesmo estando em um hospital privado, me coloquei a questionar sobre questões de ordem histórica, política e social, pela qual passava a classe. Cheguei à conclusão que a comunidade precisa apoiar mais os enfermeiros, mesmo que apenas pela representação um laço preto preso a roupa, assim como eles estavam a fazer, em forma de protesto. (Força enfermeiros do Norte de Portugal! Não somos tão diferentes assim)

 

Bem, cheguei em casa, olhei para os lados e decidi tomar as rédeas da situação, fui arrumar o guarda-roupa, rs.  Sabia que não podia fazer tudo que queria, mas podia fazer pequenos movimentos para mudar aquela sensação de vazio e de falta de esperança. Lembrei de meu pai, que do muito pouco fez sua riqueza e sua vitória na vida, muitas e muitas vezes! Sendo filha de peixe...

 

Por mais aprendizados, que assim seja!

 

 Fonte da Imagem: Marcela Ferreira Marinho

 

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